quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Eu já superei ausências e a maldade do tempo. Não duvide, eu consigo lidar com qualquer coisa

Acho que minha casca engrossou. Não que eu tenha me tornado frio ou talvez insensível, mas é que, a vida, durante todos esses anos, vem trabalhando duro em cima de uma questão: descobrir se sou forte.
Eu já sofri em silêncio. Eu já perdoei erros imperdoáveis. Eu já engoli meu orgulho. Eu já lutei contra sentimentos intensos. Eu já desisti de pessoas tidas como importantes. Eu já quebrei minhas próprias regras. Eu já enfrentei batalhas que ninguém soube. Eu já morri por dentro. E eu sobrevivi.
Não sei se todas essas coisas são testes, mas o que sei mesmo é que quase nada é capaz de me abalar profundamente como antes. Amadurecer é como ficar debaixo de uma tempestade por horas, dias, semanas, meses ou anos, suportando o frio e a intensidade das gotas de chuva, até entender que uma hora o céu precisa se abrir novamente, porque tudo passa, tudo se renova, tudo se transforma.
Eu precisei estar no olho do furacão que é a minha vida, para assistir o meu universo particular girar bruscamente e repetidas vezes ao meu redor, sem que eu deixasse de me manter firme, até finalmente chegar ao estado que estou. Ninguém além de mim tem ideia do que já passei. Por isso, nunca duvide quando eu digo que consigo lidar com qualquer coisa. Eu precisei ser forte. E eu sou.

Às vezes, a gente simplesmente muda…

Algumas mudanças acontecem de uma maneira inesperada, em questão de segundos muitas coisas podem deixar de fazer sentido ou simplesmente se revelarem mais presentes do que jamais imaginamos. É nessas horas que devemos nos perguntar qual o sentido que a vida pode ter e como fazemos para fazer com que ela valha a pena.
Eu mudei, sinto isso hoje muito mais nítido do que em qualquer outro momento em minha vida. Sinto o vento bater com mais vontade, ouço o coração pulsar com mais verdade, sei o verdadeiro significado do que é sentir saudade. Mas se você me perguntar como eu mudei ou porque eu mudei, acredite, não sei te dizer.
De uma maneira diferente um dia acordei, e quando me olhei no espelho vi coisas que não tinha visto antes. Traços que não me lembro de estar ali antes. Não sei se a luz vinda de fora era diferente do que estava acostumado, fazendo uma sombra que não tinha visto antes. Não sei se eram meus olhos que não estavam irritados, ou se tive uma boa noite de sonos depois de anos mal dormidos. Não sei talvez se ainda estava imerso em algum sonho na verdade. Descobri que não estava.
Quando a mudança chega nem sempre estamos preparados, e então começamos a olhar ao nosso redor procurando coisas que nos levem a compreender nosso momento, assim como num sonho em um lugar completamente estranho em que buscamos referências para que as coisas façam sentido.E de uma maneira que eu ainda não tinha percebido antes eu estava me olhando e buscando naquele reflexo indicações de quem estava vendo de verdade. Não encontrei.
De uma forma diferente já não olhamos mais o mundo da mesma maneira. E numa busca particular pelo conforto buscamos em algum ponto que ficou perdido lances que nos coloquem numa melhor situação. Mas como a vida é cheia de surpresas, um dia percebemos que algo mudou. Algo está diferente, mas não sabemos o que é. E nesse momento talvez deixamos de perceber uma série de outras coisas.
E como num dia de uma manhã qualquer o sol entra pela janela e lhe acorda de uma maneira diferente, e então sentimos que tudo está fora do lugar, e a vida já não é mais a mesma, e nós já não somos os mesmos. Alguma coisa mudou por dentro e ainda não sabemos o que é, mas sabemos que mudou. E então olhamos para o redor e tudo se parece diferente de antes. As cores já não são as mesmas. Os cheiros já não são os mesmos. E nós jamais seremos os mesmos.

ELEGANCIA

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada.
É possível detecta-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam, nas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detecta-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detecta-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber disso...
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição.
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo.
É elegante a gentileza...
Atitudes gentis, falam mais que mil imagens.
Abrir a porta para alguém... é muito elegante.
Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante.
Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...
Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza pela observação,
Mas tentar imita-la é improdutiva.
A saída é desenvolver a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que “com amigo não tem que ter estas frescuras”.
Educação enferruja por falta de uso.
E, detalhe: não é frescura.
Martha Rodrigo Medeiros

Namore alguém que emocionalmente te ame e espiritualmente te fortaleça

Namore alguém que desperte o seu riso fácil, alguém que ame o seu jeito bagunçado e que se importe com o que você sente. Alguém que não dê as costas para a sua dor e que o acolha, mesmo não entendendo os seus porquês. Namore alguém que seja seu amigo, que goste da sua risada escandalosa e que veja graça nas suas piadas sem graça.
Namore alguém que emocionalmente o ame por inteiro, sem desculpas. Alguém que deixe os “e se” de lado e queira viver uma história ao seu lado.
Namore alguém que emocionalmente ame o seu jeito desastrado de ser, porque sabe que, mesmo quebrando tantas coisas e derrubando tantas outras, você jamais quebraria o mais importante: o seu coração. Alguém que veja que, por detrás dessa pose de durona, há alguém com um coração disposto a amar, mas que, talvez, depois de tantos tombos, preferiu recuar. Alguém que seja companhia para as tempestades e não apenas quando o sol decide brilhar.
Namore alguém que emocionalmente te ame sem precisar de maquiagem para ganhar elogios, sem precisar de roupas novas para reparar em você, alguém que veja a tua alma bonita e que saiba que você tem um coração enorme, disposto a transbordar.
Alguém que não dependa da sua beleza, do seu charme, dos seus encantos e da sua inteligência, para amá-lo. Mesmo você sendo uma avalanche de coisas lindas, causando sentimentos que o desmontem por inteiro, mesmo que você desperte um sorriso apenas com o seu jeito de olhar. Namore alguém que veja além de um corpo, uma admiração e uma atração. Namore alguém que veja e seja amor. Que olhe para aquilo que está além do que os olhos possam ver: a nossa alma bonita.
Namore alguém que emocionalmente o ame, mas que espiritualmente o fortaleça. Alguém que o incentive a ser melhor e que saiba o significado da palavra respeito. Alguém que olhe para você e veja ali a mais bela obra da criação, que veja o seu coração entregue a Deus e que deseje se achegar ao dono do seu coração, antes de conquistá-la.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

O AMOR TEM UM LIMITE QUE SE CHAMA DIGNIDADE

O amor sempre terá um limite: a dignidade. Porque o respeito que cada um de nós temos por nós mesmos tem um preço muito alto e jamais irá aceitar cortes para saciar um amor que não é suficiente, que machuca e nos deixa vulneráveis.
Dizia Pablo Neruda que o amor é curto e o esquecimento é muito longo. Mas no entremeio sempre há aquela “luz de vagalume” que se acende de forma natural nas noites escuras para nos indicar onde é o limite, para nos lembrar que é melhor um esquecimento longo do que uma grande tormenta na qual acabamos vendendo a nossa dignidade.
Às vezes o melhor remédio é esquecer o que se sente para recordar o que valemos. Porque a dignidade não deve ser perdida por ninguém, porque o amor não se roga nem se suplica, e embora nunca se deva perder um amor por orgulho, também não se deve perder a dignidade por amor.
Acredite ou não, a dignidade é esse elo frágil e delicado que tantas vezes comprometemos, que pode romper e desfazer as ligações dos nossos relacionamentos amorosos. Há muitas ocasiões em que cruzamos essa fronteira sem querer até nos deixarmos levar por alguns extremos nos quais nossos limites morais tornam-se fracos, pensamos que por amor tudo vale a pena e que qualquer renúncia é pouca.
Porque o amor e a dignidade são duas correntes em um oceano convulso, no qual até mesmo o marinheiro mais experiente pode perder o rumo.

O orgulho e a dignidade do amor próprio


Muitas pessoas costumam dizer que o ego alimenta o orgulho e o espírito alimenta a dignidade. De qualquer forma, estas duas dimensões psicológicas são duas habitantes cotidianas das complexas ilhas de relacionamentos amorosos, que às vezes costumam ser confundidas.
O orgulho, por exemplo, é um inimigo bem conhecido que costuma ser associado ao amor próprio. No entanto, ele vai um passo além, pois o orgulho é um arquiteto especializado em levantar muros e cercas nos nossos relacionamentos, em decorar cada detalhe com arrogância e em encontrar o vitimismo em cada palavra. Apesar de todos estes atos destrutivos, o que realmente está mascarado é uma baixa autoestima.
Enquanto isso, a dignidade é justamente o contrário. Ela age o tempo todo a ouvir a voz do nosso “eu” para fortalecer o ser humano mais belo, o respeito por nós mesmos sem esquecer o respeito pelos outros. Aqui o conceito do amor próprio adquire o seu pleno significado, pois se alimenta dele para se proteger sem prejudicar os outros: sem causar efeitos “colaterais”, mas validando em todos os momentos a própria autoestima.

PORQUE AS MULHERES SÃO EXTREMAMENTE ATRAENTES AOS 30 ANOS

Há muitos fatores que separam os 20 dos 30 anos. Embora não seja tão comumente falado, há ritos de passagem para as mulheres que chegam aos 30 anos. A beleza que você transpira vem de algo muito abaixo da superfície. Somente aqueles que podem chegar a essa profundidade realmente chegam até você.
Você diz “não” com mais frequência
Você aprendeu que realiza mais quando diz “não” mais frequentemente. Manter a forma, por exemplo, significa dizer não a outras atividades que interferem com o tempo de treino.
Você não é o Grinch, só tem uma melhor compreensão do que é adequado para si. Você também tem seus próprios gostos, e definitivamente sabe o tipo de vida que gostaria de manter. Opiniões? Você certamente tem a sua própria.
Você alcançou a auto aceitação plena, e espera o mesmo dos outros

Você sabe quem é, e aceita o que gosta. Outros terão de fazer o mesmo, se realmente gostarem de você. Ao contrário de quando estava em seus 20 anos, agora você sabe o custo de associar-se a vampiros de energia. Você já sabe que não há nada benéfico em ter uma pessoa que não te valoriza perto de si.
Você só gasta o seu tempo com pessoas que possam respeitar o valor verdadeiro de si mesmas. Em contrapartida, os outros gostam de passar tempo com você, porque sabem a profundidade em que são apreciados. Isso não significa que você gosta de estar perto de pessoas que te valorizam apenas por suas ações externas, você quer estar em torno de pessoas que valorizam o que você tem dentro de si.
Você não entra em pânico quando ocorre uma catástrofe
Algo deu errado. Você já viveu isto antes. Quando desafios surgem, você está de alguma forma mais forte do que costumava ser. Você está mais preparada para assumir um curso de ação em momentos de estresse.
Talvez porque você está mais segura em suas habilidades de decisão, agora você tem força para refletir sobre os tempos em que estava sob estresse extremo e lidava mal com as coisas.
Você sabe de quanto sono, açúcar, sal e gordura precisa.
Alcançar este ponto na vida é devido em parte a dar-se cuidado emocional e estimulação mental adequada. A terceira década de vida te ajuda a descobrir o que alimenta sua alma e a colocar mais foco lá.
Você busca um estilo mais pessoal, não segue tendências
Tendências te divertem. Por exemplo, na raiz da moda está um desejo de expressar exteriormente a personalidade.
As tendências são um meio de fazer as pessoas encontrarem uma subcategoria, uma casa para a sua personalidade, e você não precisa disso. Você cria suas tendências e passa por fases de experimentação com quem é.
Você realmente aprende o que deve com seus erros

Você já passou da fase de não aprender com seus erros. Agora, você definitivamente aprende o máximo possível com cada experiência. Você ganhou um certo nível de autoconsciência e consciência do seu meio ambiente.
Você impõe sua força sobre sua fraqueza e diminui suas dúvidas
Realizações bem-sucedidas foram alcançadas porque você fez uma escolha. Em algum momento houve uma mudança, e você escolheu uma mentalidade positiva. A dúvida é incapacitante e paralisante. Não é que você nunca duvida de si mesma, você simplesmente não permite que o sentimento dure por muito tempo.
As sutis, mas ainda impactantes mudanças que você experimenta nos seus 30 anos te solidificam. Mas você mantém a sua flexibilidade. As coisas ficam melhores à medida que envelhecemos. A dor é mais facilmente administrada, e o néctar da vida é muito mais doce.
Finalmente, as relações são muito mais frutíferas porque você conhece a si mesmo e não tem medo de dizer não. Observar uma flor exótica crescer em plena floração é nada menos que impressionante … e é por isso que você é atraente.