quarta-feira, 31 de maio de 2017

MULHER DE 30: ESSA É A VIDA QUE VOCÊ QUER TER?


pra pensar um tiquinho...

E eis que, em plena quarta-feira de uma primavera que mais parece verão, venho aqui meter o dedo na ferida e cutucar a onça com vara curta com uma pergunta cabeluda dessas: “essa é a vida que você quer ter”?
Não que seja da minha conta o que você faz com sua vida, claro, mas resolvi escrever sobre isso depois do choque que tomei quando, conversando com meu grupo mais íntimo de amigas, percebi que quase todas estavam perdidas, insatisfeitas e sem saber como mudar isso. E fiquei triste, muito triste, de perceber que algumas, mesmo estando com buracos enormes dentro do peito, se acomodaram com isso e assumiram o “a vida é assim”.
Não, não é, ou, pra ser mais exata, não precisa (nem deve) ser!
O fato é que desde cedo nós somos “condicionadas” a cumprir papéis, e assim, seguindo um script determinado, vamos em frente, durante toda a vida, pra agradar aos pais, a família, os amigos e todos aqueles que criam expectativa em relação ao nosso futuro, às nossas escolhas e a vida que, acreditam eles, nós deveríamos ter.
E é seguindo esse roteirinho de mentira que, muitas vezes, depois de anos de insatisfação e frustração, nos olhamos no espelho e questionamos, já sabendo a resposta, se era essa a vida que nós queríamos ter. Não, não era, mas a gente mentiu tanto, pra nós e pros outros, que acabou acreditando que era aquilo mesmo que nós queríamos, e, pior, construímos uma vida inteira ao redor daquilo. E agora, depois de tudo pronto, o que podemos fazer?

Conhece essa historinha? Eu conheço, e conheço bem, porque ela já foi minha, e como disse lá no Face semana passada, é a história da maioria absoluta das minhas amigas, e, pelo que vi, das minhas leitoras também, que mandaram mensagens e e-mails emocionados falando que, em resumo, não faziam ideia do que estavam fazendo com  a própria vida.
Eu não tenho receitas, e o que tem funcionado pra mim pode não funcionar pra você, mas uma coisa é certa: ou você muda, e muda por você, ou vai continuar na zona de conforto, com um sorriso falso no rosto, jogando o resto da sua vida fora.
O que é preciso, e isso deveria ser ensinado desde muito cedo, é fazer o que se gosta, e isso não só em relação a profissão, mas a casamento, filhos e a forma como você quer levar a sua vida, e isso só você sabe, porque já está aí, dentro, mesmo que você não consiga ou não queira ver.
O problema é que, na grande maioria dos casos, o que a gente gosta não é exatamente o que a gente gostaria de gostar, o que garantiria uma vida segura, com status e “reconhecimento”, essas coisas tão essenciais no “mundo dos adultos”.
Pois é, minha gente,  nem todo mundo nasceu pra ser médico, advogado ou engenheiro, e a menos que você entenda e assuma isso pra si mesma,  é alta a probabilidade de passar toda a sua vida procurando coisas para preencher o vazio que tem aí dentro e gastando fortunas em compras e mais compras, entretenimento instantâneo e terapeutas diversos,  na esperança de, quem sabe, “entender” o que te deixa tão deprimido numa vida que tem tudo o que todo mundo poderia querer.
Muitos até conseguem entender qual é o “X” da questão, mas não sabem o que fazer com isso, afinal, como administrar “o X da questão” com  filhos, família,  responsabilidades e contas pra pagar? Ah, minha amiga, aí é uma questão de planejamento: primeiro a gente faz o que precisa fazer, pra só depois fazer o que quer fazer. Não é fácil não, eu bem sei disso, mas é simples, e com muito planejamento e disciplina, o que é mais difícil, a gente chega lá.
Só que,  em muitos casos, a questão é um pouco “mais embaixo”: muitos de nós são viciados em reconhecimento, além de acomodados e vaidosos demais pra meter as caras no desconhecido e encarar uma mudança. E é por isso que a maioria deixa seus sonhos escorrerem pelo ralo e continuam a viver uma vida mais ou menos.
E nem pense que eu estou dizendo que viver os próprios sonhos é fácil. Ao contrário, é muito, muito difícil, e o preço que se paga por isso é bem alto, como falei, aliás, nesse post aqui, e sim, na maioria dos casos as pessoas vão achar que você enlouqueceu e vão tentar te “parar”, mas sabe de uma coisa? O que os outros vão pensar só diz respeito a eles, e a opinião de ninguém vai preencher o buraco que tem aí dentro.
Portanto, o meu conselho, se é que posso dar, é um só: olhe pra dentro e responda, do fundo do coração, se essa é a vida que você realmente queria ter, e se não for comece a, de um jeito ou de outro, “recalcular a rota”, que é o mínimo que você pode fazer pela pessoa mais importante da sua vida, que é você mesma!

MULHER DE 30: E O CASÓRIO, HEIM?


Sempre achei divertido ver a cara de espanto das pessoas diante da minha resposta ao “E o casório, heim?”. É, acho que “não tenho interesse” não é exatamente o que se espera ouvir de uma mocinha de 32 anos.
Pois é, a verdade é que não tenho o menor interesse nessa história de casamento, e se tivesse sido bastante honesta comigo, como sou agora, saberia que esse interesse nunca existiu.
E não é medo, trauma nem nada do tipo, é só que o casamento nos moldes tradicionais, como uma instituição a ser preservada,  não se encaixa na minha vida, simples assim, o que não significa, claro, que eu seja contra o casamento. Sou super a favor, desde que não seja comigo rs

E sim, eu acredito nas relações e definharia sem amor, mas prefiro que não existam “amarras legais” e promessas futuras, porque não posso garantir que o meu sentimento será o mesmo daqui a 5 ou 10 anos, porque sim, as pessoas mudam e os sentimentos também, e não tem nada demais nisso.
Essa história de jurar o meu amor até que a morte “nos separe” me pega pelo pé, sabe? Morte de quê? A morte física ou a morte do amor, do respeito, do desejo de continuar juntos? Pode parecer besteira, mas prefiro prometer apenas o que possa cumprir…
E já que o casamento religioso não é uma opção, que tal o civil?
Não, de jeito nenhum rs! Quero que os meus vínculos sejam sempre emocionais, e não “legais”, porque  se um dia o amor acabar, quero no mesmo dia bater a porta sem ter nada que me prenda, e quero que a outra pessoa tenha a mesma liberdade.
Ah, e eu não sou virginiana e precavida, mas penso em tudo, inclusive no tanto que se perde num divórcio, e não tô falando (apenas) de dinheiro não, tô falando de perdas emocionais, de duas pessoas que já se amaram profundamente e passam a se destruir mutuamente… Isso dilacera a alma e, sim,  pode acontecer com qualquer um.
Também não me agrada a ideia de dividir o mesmo teto, todos os dias, com alguém que amo, porque nada, absolutamente nada, é tão nefasto pra uma relação como a rotina.
É raro que o amor acabe por algo “grande”. O que mata o amor são coisas pequenas que vão se acumulando,  é reclamar todos os dias da mesma coisa, é brigar por coisas pequenas, é “se acostumar” com o outro a ponto de não enxergá-lo mais

O amor morre em meio as milhões de concessões que a gente faz pra, inconscientemente, punir o outro depois. O amor morre quando as pessoas esquecem que são indivíduos, se anulam e colocam o casamento acima de todas as coisas… Porque não, o casamento não é o mais importante, o que é realmente importante é o amor, que é, pra mim, a única coisa que deveria “justificar” um casamento.
No mais, eu gosto de espaço, de ter tempo pra mim, de ficar em silêncio, e não quero abrir mão de nada disso, porque sei que pouco tempo depois começaria a sentir falta, a ficar ressentida e, de alguma forma, descontaria no outro.
Claro que isso é o que vale pra mim, pra minha forma de ver as coisas, e cada um tem o direito de pensar diferente e não ser criticado por isso, porque tudo depende do que você é, do que você quer, e o que importa é ser honesto consigo mesmo, apenas isso.
Não sei se a minha opinião será a mesma pra sempre, porque tudo muda o tempo todo, e isso é maravilhoso, porque significa que eu tô aberta pra experimentar, pra sair das minhas “certezas” e ver o mundo de muitas outras formas, como eu acho que tem que ser.
E como já sei que vocês vão perguntar o que namô acha de tudo isso, vou contar logo: ele é esperto e encontrou a solução perfeita! Nós compramos duas casas, uma ao lado da outra, e construímos uma ponte entre elas, bem no estilo Frida Kahlo, porque aí estamos perto, mas não perto demais ao ponto de sufocarmos um ao outro… Gostei da ideia!
No fim, é isso: o que vale é ser feliz, cada um do seu jeito, porque o amor, ahh o amor, sempre será maior que papéis, cerimônias, rótulos ou roteiros de qualquer tipo!

NÃO TER FILHOS TAMBÉM É UMA OPÇÃO



É engraçado como, quando a gente vai ficando mais velha, as pessoas, principalmente familiares e amigos, começam a cobrar determinadas coisas, como casar e ter filhos.
Mais engraçado ainda é quando a gente não tem a menor intenção de fazer nenhuma dessas coisas e a pessoa não entende que aquilo é uma escolha pessoal e não um script que todo mundo tem que seguir.
Eu nunca quis me casar (mas já fui noiva, porque contradição é meu sobrenome!) e nunca quis ter filho (um dia, quem sabe…), apesar de ser louca por crianças, e jamais me passou pela cabeça fazer qualquer uma dessas coisas simplesmente porque é o que se espera de mim ou porque é o que todo mundo faz.

 que “todo mundo faz” não me diz respeito e não significa que seja certo pra mim, porque o certo depende de cada pessoa, e o que é certo pra mim pode ser errado pra você e vice-versa.
A decisão de ter um filho é uma escolha que não deve ser influenciada por nada nem por ninguém. Trata-se da sua vida, e a sua vida tem que ser regida pelas suas escolhas, porque é você que vai arcar com cada uma delas  e ponto final.
Acho que as pessoas precisam abrir um pouco a cabeça e entender que cada pessoa tem um caminho, e que as possibilidades são múltiplas, de forma que nem todo mundo se encaixa no “casar e ter filhos”, e que isso não tem nada demais, pois é um direito de cada um, e, sendo assim, todo mundo tem que respeitar, concordando ou não.
É muito mais bonito a pessoa assumir pra si mesma que não quer, nesse momento ou “para sempre”, ter um filho do que ter pra seguir um roteiro, sem ter, em resumo, a menor estrutura mental, emocional, financeira ou familiar pra ser mãe.
Ter filhos é uma escolha que vai te acompanhar todos os dias da tua vida, para o resto da vida, então é bom que você esteja certa do que está fazendo, porque uma criança precisa de dedicação, de amor, de disciplina, de cuidado e de carinho, dentre muitas outras coisas.
Não vou falar da parte boa, porque essa a gente já sabe e é mesmo maravilhosa, mas a vida não é feita só de coisas boas… Aquele bebê lindo e rosadinho que, por muito tempo, precisará de cuidado 24 horas por dia vai crescer e fazer escolhas com as quais você não concorda. Ele vai cometer erros, ele vai te decepcionar, ele vai te deixar louca de preocupação quase todos os dias e mesmo assim você precisará estar emocionalmente equilibrada para amá-lo, apoiá-lo, defendê-lo, protegê-lo e oferecer seu colo, seu ombro, suas mãos…

ESPEITE, APENAS ISSO!

E você tem que saber que vai precisar renunciar a muitas coisas, porque cada escolha nessa vida é uma renúncia,  isso pode sim gerar frustrações, e você não pode jogar o peso das suas frustrações, que foram fruto de suas escolhas, nas costas dos seus filhos (isso é o que mais vejo acontecer…).
Filho é pra sempre, então só tenha se você estiver certa de que é “isso mesmo”, porque ser mãe não é “parir” e deixar pra babá criar. Ser mãe é mais, infinitamente mais do que isso, porque filho a gente tem por amor, não pra tapar buraco, pra seguir script,  por medo da solidão ou da velhice.
Assim como ter filhos é um ato de amor, não tê-los também é, porque significa que você, mesmo querendo, mesmo desejando, sabe que não pode, naquele momento, oferecer tudo o que uma criança quer, precisa e merece.
E isso precisa ser respeitado.

MUDE QUANTAS VEZES QUISER



MUDE QUANTAS VEZES QUISER

Não sei quando foi que ficou decretado que a gente tinha que ser, querer, fazer, sonhar ou desejar sempre a mesma coisa, como se a mudança não fosse uma constante na vida, mas o fato é que sempre que a gente tira uma peça do lugar as pessoas ao redor começam a questionar e, não raras vezes, mudam completamente a forma de nos tratar.
Eu, que sempre fui partidária das mudanças, e que mudo o tempo todo, consigo lidar com isso numa boa, mas não deixo de achar engraçado como isso impacta algumas pessoas, como se as nossas mudanças fossem um grito de guerra contra elas. E não, não são.
Você tem total liberdade pra mudar e escolher novamente quantas vezes achar que deve, e esse é um direito seu, diz respeito a você e a mais ninguém. Ninguém, porque até onde sei o seu compromisso principal, o mais importante, é com você mesma, com quem você é, com o que sua alma quer.
Já me disseram que isso é egoísta, que é cruel, mas, pra mim, a pior forma de crueldade é a que fazemos com nós mesmas quando tapamos os ouvidos para os anseios do nosso coração, quando vamos contra nós mesmas para manter o que não nos faz mais feliz, porque isso é escravidão.
É escravidão quando você mantém qualquer coisa que não queira mais por compromissos que você firmou lá atrás, como se você pudesse garantir que fosse continuar sempre a mesma e, assim, fosse desejar sempre o mesmo. Mas a gente faz isso o tempo todo, porque precisamos de estabilidade, precisamos de certezas, precisamos de garantias.
Porque é mais fácil se iludir e fingir que a vida não é instável, que muda o tempo todo, que mudamos o tempo todo. Porque é mais cômodo acreditar nas redomas que construímos pra manter o nosso mundinho protegido que encarar o fato de que não temos controle da grande maioria das coisas. Porque tudo isso é muito mais confortável que encarar as verdades que a gente deveria, mas não quer, ver.
Mas, se formos bastante sinceras e corajosas, veremos claramente que não dá pra garantir nada quando se trata de sonhos, desejos e vontades. Quando se trata de sentimentos. Porque a gente muda, a vida muda, o outro muda e, de repente, o que era deixa de ser.
E quando isso acontece você precisa ser honesta com você e com os outros, porque isso evita que todos sigam vivendo uma mentira. Porque você não tem que sacrificar a si mesma pra fazer ou manter ninguém feliz. Porque não é pra isso que você está aqui. Porque não é justo com você. Porque é desonesto com o outro. E com a vida.
É difícil, eu sei. E dói, dói muito. E assusta, dá medo, bagunça tudo, mas é a coisa mais bonita que você pode fazer com você, porque é a única forma de ser fiel a quem você realmente é, de construir a vida que você quer.

terça-feira, 11 de abril de 2017

30 COISAS PARA FAZER AO INVÉS DE SE APAIXONAR NOVAMENTE

1. Aprender uma nova língua. Baixar um aplicativo de línguas, conseguir um parceiro de conversação ou um dicionário bilíngüe e forçar sua mente em uma nova forma de compreender outras pessoas.
2. Ir para um país distante por um período indeterminado de tempo. Voltar quando sentir vontade, ou nunca mais voltar.
3. Tirar carteira para motos. Alugue uma moto e ande pela cidade quando quiser se sentir “fodão”.
4. Entrar na melhor forma de sua vida. Apreciar o seu corpo não apenas pela forma como ele é visto através dos olhos de outra pessoa, mas como é visto por você. Saiba seus novos limites físicos, e depois supere-os novamente.
5. Visitar um amigo que se afastou – o que você sempre diz que vai visitar, mas nunca realmente vai.
6. Aprender a tocar um instrumento. Dedique uma hora por dia para praticar e assistir-se melhorar. Crie um canal no Youtube, para sentir-se inspirado.
7. Seja voluntário em algum lugar. Se você está cansado do mundo dentro de sua própria mente, comece a dedicar o seu tempo a uma causa que não te envolva. Perceba que há um universo inteiro fora de sua casa e que ele precisa de sua ajuda.
8. Aprenda a mergulhar, escalar, ou asa delta. O que você achar mais legal.
9. Tornar-se financeiramente independente (se ainda não for). Perceba que o dinheiro não compra felicidade, mas com certeza compra a paz de espírito, e isso é um conceito similar.
10. Começar ioga. Torne-se uma daquelas pessoas que postam fotos em determinada posição em um penhasco no por do sol e sentem absolutamente zero de vergonha nisso.
11. Escrever um livro. Todos nós temos algo para contar.
12. Voltar para a escola. Receba uma boa educação de qualquer escola que puder ir, sem se preocupar com a distância.
13. Comprar um pijama confortável e uma caneca bem grande para preencher com chá e aprender a consolar-se nas noites em que estiver sozinha.
14. Dormir o dia inteiro se quiser. Fique tranquilo, mas não muito.
15. Planejar seu futuro sem restrição. Permita que a sua imaginação corra solta e perceba que não há muito te impedindo de tornar esses sonhos uma realidade.
16. Cometer um grande, enorme, gritante erro. Invista dinheiro em algo tolo. Namore uma pessoa terrivelmente errada para você. Perceba que apenas você é responsável por si mesmo. E que ainda tem muito tempo para fazer as coisas direito.
17. Ir para casa e passar algum tempo sério com sua família. Conheça-a como pessoas, como adultos e como amigos.
18. Sair com os amigos e ficar fora até o sol nascer
19. Espalhar seu sono pela cama.
20. Escolher algo sobre o qual se interesse, ir a biblioteca local e conferir todos os livros que puder encontrar sobre o assunto. Leia todos eles. Torne-se um especialista.
21. Tornar-se íntima com seu próprio corpo.
22. Fazer amigos que compartilham seus interesses.
23. Abrir sua casa para intercambistas. Se você não pode se dar ao luxo de viajar, tenha essa experiência para fazer amigos de todo o mundo.
24. Aprender a dançar. Mantenha seu corpo em movimento.
25. Redecorar a sua casa, apartamento ou quarto. Pinte-o de uma cor você que nunca pensou.
26. Treinar para uma maratona. Em seguida, realizá-la.
27. Aprender a cozinhar três refeições muito bem. Impressione os amigos com esses três pratos para basicamente o resto de sua vida.
28. Identificar uma coisa da qual você tem medo e fazê-la.
29. Praticar meditação. Ficar confortável estando a sós com seus pensamentos e ouvindo o que estão tentando dizer.
30. Pegar todas as características que deseja em um parceiro e cultivá-las em si mesmo. Há uma pessoa com quem você definitivamente passará o resto de sua vida: você. Então, torne-se um ótimo companheiro.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Gente madura não tem medo de errar nem de viver. Experimenta

Maturidade não é sinônimo de seriedade, e sim responsabilidade. Chega muito cedo para uns poucos, e nunca para outros. Nos resguarda dos mi mi mis e blá blá blás, e traz significado ao que importa de fato.
Gente madura não vive correndo atrás de aprovação ou explicação. Tem noção para quem deve satisfação e é pra esses que abre seu coração. Não vive de suposições nem ilusões. Não cria mundos a partir de pensamentos vagos nem alimenta expectativas em cima de sentimentos rasos.
Gente madura sabe se absolver. Não se leva tão a sério, chuta o balde de tempos em tempos, desculpa suas incapacidades e aceita suas precariedades.
Gente madura não se cobra a perfeição nem exige tanto de si e dos outros em nome de uma imagem imaculada e um semblante engessado. Ao contrário, aprendeu a rir dos tombos que leva e a fazer limonada dos limões que a vida lhe dá.
Gente madura não tem frescura com a própria vida e por isso consegue se deixar em paz. Já caiu e levantou tantas vezes que aprendeu a não sofrer por pequenices e superficialidades. Perdoa o cabelo mal humorado, a pele ressecada, a gordurinha fora do lugar. Não se tortura com fios puxados na blusa de lã, pregos fixados com diferença de altura, unha do mindinho descascada. Não se patrulha por repetir a sobremesa no almoço ou o vinho no jantar. Sabe que um dia compensa o outro, e que o saldo final é ser feliz.
Gente madura sabe que é exaustivo tentar ser legal o tempo inteiro. Por isso impõe limites e cuida bem de si. Zela pelos que ama mas entende que não é possível agradar a todos o tempo todo.
Gente madura não tem medo de errar nem de viver. Experimenta







20 conselhos de uma mulher de 40 anos para as que têm 30

1. Ame a si mesma e se aceite por completo

Estou convencida de que poderia ter evitado muitos erros se, quando era mais jovem, tivesse aceitado o bom e o ruim que existe em mim. Depois de você aprender a amar a si mesma, poderá também amar e aceitar as outras pessoas. Isto é muito importante para se relacionar de maneira saudável com os outros.

2. Enriqueça sua alma

Se você não sabe de que apoio sua alma precisa e nem do que você realmente gosta, experimente algo novo, vá a eventos aos quais nunca havia ido até que encontre algo que lhe dê a sensação de ser livre e que lhe preencha como pessoa.

3. Encontre apoio

Durante muito tempo tentei, sozinha ou com um pouco de ajuda dos amigos, me esquivar das dificuldades. Logo entendi que ter amigos e entes queridos que possam ajudar e apoiar ativamente em situações difíceis é muito importante.

4. Seja honesta

Antes, quando me deparava com alguma dificuldade em meu caminho, eu simplesmente colocava uma máscara com um sorriso e fazia de conta que nada aconteceu. Só algumas pessoas muito próximas sabiam o que estava acontecendo na realidade. Mas a verdade é que não há nada de ruim em demonstrar o que lhe acontece, todos passamos por situações difíceis na vida e isso faz parte de nossa existência. Além disso, as pessoas que sentem um carinho sincero por você se aproximarão mais ao saber que, assim como elas, você também tem problemas, alegrias e tristezas.


5. Viva para você

Dediquei grande parte da minha vida a cuidar dos outros, sem deixar tempo para mim. O resultado disso foi que consegui fazer minha vida mais complicada do que poderia ser na realidade. Lembre-se, você nunca conseguirá fazer felizes a todos que lhe rodeiam, por isso comece a fazer coisas que alegrem a você, e sua vida será muito melhor.

6. Não se sacrifique com tanta frequência

O sacrifício é necessário em qualquer relacionamento porque somos diferentes e temos necessidades diferentes. E é aceitável desde que ambas as partes o façam por igual. Se é sempre você quem sacrifica suas necessidades e desejos para satisfazer os outros, então é hora de repensar se esses relacionamentos valem a pena. Você realmente precisa ter algo assim em sua vida?

7. Viaje mais

Talvez seja isso o que mais lamento. Não viajei o suficiente quando era mais jovem e ainda não tinha filhos. Foi um erro. Você pode escolher em que gastar seu dinheiro: comprar lembranças ou coisas. Se eu tivesse entendido isto antes, teria deixado de gastar em coisas de que na verdade não precisava e teria investido dinheiro em visitar ao menos um novo país por ano. As viagens dão a sensação de liberdade, abrem a mente e permitem que você se dê conta do quanto diferente a vida pode ser em outro lugar do mundo.

8. Preocupe-se menos


Antes eu lutava constantemente com a preocupação e a angústia. As preocupações alimentavam a angústia e minha personalidade mudava até quase tornar-se irreconhecível. Mas logo você se dá conta de que o fato de se preocupar não irá mudar a situação de nenhuma maneira. E então começará a aceitar o que acontecer. Você entenderá que, no fim das contas, tudo acabará se encaixando e que deve-se fazer aquilo que está dentro do possível, do contrário é inútil se preocupar. Quando parei de me preocupar tanto, meu nível de estresse baixou imediatamente.

9. Pare de comparar

Às vezes penso que as redes sociais deveriam acabar agora mesmo. Uma coisa é você comparar sua vida com a vida do seu melhor amigo, mas outra muito diferente é compará-la com a de alguém da sua lista de 500 ’amigos’ do Facebook. Isso machuca. E você só irá superar isso quando entender que o fato de se comparar aos outros não mudará nada em sua vida, irá apenas diminuir sua autoestima. Haverá sempre alguém mais inteligente, mais bonito ou melhor que eu, e aceitei isso. No momento em que sinto que vou começar a me comparar, foco meu pensamento no quão agradecida sou pelo que tenho, e desta forma tiro algo bom daquilo que poderia ter chegado a me deprimir.

10. Esqueça das expectativas

Cresci com a ’síndrome da Disney". Cresci pensando que um dia encontraria meu Príncipe Azul, me casaria e viveria feliz para sempre. Mas isto não é verdade, não tem nada a ver com a realidade. Depois de ter aguentado dois casamentos ruins, peguei minhas expectativas e as joguei no lixo. Feito isso, você pode começar a pensar em sua vida sem esperar nada das outras pessoas, e passará a viver aqui e agora




11. Viva para trabalhar, não trabalhe para sobreviver


Se eu pudesse voltar a começar do zero, gostaria de tentar profissões diferentes para escolher a que melhor combina comigo. Depois de encontrar uma vocação que você possa seguir de verdade até o fim dos seus dias, irá entender que viver para trabalhar significa amar e respeitar sua escolha. Muitos ficam presos num trabalho de que não gostam apenas pelo salário, e isso está longe de ser algo saudável.

12. Economize

Pode parecer que não é necessário pensar muito para decidir algo assim, mas eu não o fiz quando era mais jovem. Agora, ao ver meus pais aproveitarem a aposentadoria, penso no que devo fazer para poder garantir financeiramente minha velhice. A vida muda constantemente e pode lhe fazer uma boa quantidade de surpresas, por isso economizar para as emergências é algo correto e inteligente.

13. Doe-se mais

Compreendi um pouco tarde que gosto de ajudar as pessoas. Seja como voluntária, fazendo obras de caridade ou simplesmente ajudar um amigo próximo que esteja numa situação difícil. Quando você faz algo para outra pessoa, se esquece um pouco dos seus próprios problemas. Ao fazer isto de todo coração e sem esperar nada em troca, verá que os problemas da sua vida começarão a se resolver pouco a pouco de maneiras inesperadas.

14. Perdoe-se e perdoe os outros


Durante grande parte da minha vida estive aborrecida por causa de situações pelas quais tive de passar e tinha 100% de certeza que a culpa era de outra pessoa. Quando entendi que a impossibilidade de me perdoar e perdoar os outros por erros do passado não me deixaria viver feliz, decidi mudar. Levou algum tempo para que eu tirasse este peso das costas, mas, depois, me senti realmente livre. Deixe que o passado vá embora e irá entender que a vida é bela.

15. Não gaste muito tempo com pessoas negativas

Às vezes é difícil deixar de se relacionar com pessoas negativas, principalmente se são colegas ou membros da sua família, mas sempre é possível escolher o tipo de amigos que você quer e com quem poderá passar a maior parte de tempo. Quando você souber claramente quais são os limites que protegem sua tranquilidade da energia das outras pessoas, vai sentir que, sem sua influência negativa, a vida será mais fácil e alegre.

16. Dizer não é muito importante

Sempre foi muito difícil para mim dizer ’não’; queria dizer sempre ’sim’ e fazer todo mundo feliz, mas isso é impossível. Cada vez que dizia ’não’, tentava me justificar ou explicar a situação. Depois de amadurecer um pouco, mais ficou mais claro que dizer ’não’ com consciência é muito importante e que não sou obrigada a justificar porque não quero tomar a responsabilidade por algo ou não posso fazer algo por alguém. Se você estiver certa de que quer dizer ’não’, então a outra pessoa poderá aceitar sua resposta com mais facilidade.


17. Pense bem antes de dizer ’sim, aceito’

Me divorciei e é difícil para mim aceitar isso, mas agora sei o que quero, o que desejo ver e o que mereço. É muito fácil afundar em emoções e sentimentos. Eu contava o tempo que estava com certa pessoa, queria mais do que tinha e por isso me casei esperando que tudo mudasse para melhor por si só. De fato, tudo mudou, mas ficou pior. Se você não sente que o relacionamento em que está no momento é para a vida toda ou se existem muitos ’mas’, então deveria reconsiderar se essa pessoa deve continuar sendo seu companheiro. É muito mais fácil acabar com uma relação antes que ela se transforme em algo mais sério.

18. Alegre-se com as coisas pequenas

Vivemos em um mundo no qual cada pessoa está conectada em seu computador ou smartphone, e ficou mais difícil se desconectar e simplesmente aproveitar a vida. Presencie um entardecer ou acorde cedo para ver o amanhecer, apaixone-se por uma noite estrelada, pare um momento para cheirar uma flor, observe o mar ou as montanhas para contemplar a natureza. Como disse um herói de um filme: "a vida passa muito rapidamente. Se você não parar para observá-la, pode até perdê-la".

19. Deixe de se preocupar com o que os outros pensam

Como eu gostaria de ter entendido isto antes. Eu estava sempre muito preocupada com o que os outros pensariam de mim, e com certa frequência fazia coisas que pensava que as pessoas esperavam que eu fizesse. Quando entendi que as conjecturas dos outros não têm nada a ver com minha vida, pude finalmente me motivar com aquilo que realmente desejava. Quando você se transforma em você mesma e não tenta agradar os outros, a vida fica mais fácil.

20. Mude

Quando eu era mais jovem, queria que tudo fosse previsível e estável. Achava que era mais fácil pensar que minha vida seria de uma forma ou de outra no decorrer dos anos. Quando eu precisei encarar grandes mudanças, não estava pronta. Agora sei que a única certeza na vida são as mudanças. Quando você entender que sua vida pode ter curvas inesperadas, será mais fácil estar preparada para tudo o que possa encontrar pelo longo, interessante e feliz caminho da vida.